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POSSE

Mais de 100 barracos ocupados por 180 pessoas são derrubados em Porto Real

Famílias estavam há pouco mais de um mês em um terreno no bairro Parque Mariana.

Postado em 06/12/2018 às 16:00 |

Reintegração de posse tira 180 pessoas de terreno em Porto Real (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)

Mais de 100 barracos, a maioria feita de palets de madeira, foram derrubados na manhã desta quinta-feira (6) em Porto Real, no Sul do Rio de Janeiro. Eles eram ocupados por 180 pessoas que estavam há pouco mais de um mês em um terreno no bairro Parque Mariana. Aproximadamente 50 policiais da tropa de choque da Polícia Militar foram ao local para cumprir um mandado de reintegração de posse.

Os policiais chegaram ao terreno por volta das seis da manhã para cumprir a decisão de reintegração assinada pela juíza Priscila Dickie, da Vara Única da cidade. Os moradores disseram que ficaram sabendo da determinação no fim da tarde de quarta-feira (5).

"Nós não acreditamos. Agora, chegamos aqui, prova de choque e tudo, pensando que é bandidagem. Nós não somos bandidos, tem moradores e nós precisa", afirmou a dona de casa, Sebastiana de Oliveira.

Muitos moradores que ocuparam a área viviam de aluguel e decidiram pela invasão na tentativa de conseguir um terreno para construir uma moradia. "Nós queremos pagar pelo loteamento, nós não queremos essa posse de gastos. Só não queremos que a terra fique aqui oferecendo perigo para os nossos filhos. Porque é cobra, é rato...", contou a cozinheira, Lúcia de Souza.

Apesar da presença dos policiais, não houve embate na desocupação. Alguns moradores , como a Irena da Silva, conseguiram retirar os móveis que estavam dentro dos barracos. "A necessidade que faz a gente tomar posse do terreno, que está jogada as traças. (...) Tirei as coisas que estavam dentro do barraco, às pressas, as telhas, o que dá pra aproveitar depois, eu tirei. Ai coloquei na casa de vizinhos pra pegar depois", explicou.

Por nota, a prefeitura de Porto Real informou que os moradores retirados do terreno devem procurar a Secretaria de Assistência Social para fazer um cadastro. Com isso, elas terão acesso a programas do Governo Federal que podem ajudar, inclusive, na questão da moradia, disse a administração pública.

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