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ECLIPSE LUNAR

Eclipse lunar é registrado por astrofotógrafo no Sul do Rio de Janeiro

Morador de Porto Real fotografou o fenômeno do quintal de casa utilizando um telescópio de 6 polegadas e câmera DSLR.

Postado em 28/07/2018 às 09:00 | Atualizado hoje às 22:12

Eclipse lunar registrado em Porto Real por astrofotógrafo amador (Foto: Astrofotógrafo/Leo Pires)

Final do eclipse lunar registrado em Porto Real por astrofotógrafo amador (Foto: Astrofotógrafo/Leo Pires)

Astrofotógrafo Leo Pires e equipamento usado para registrar o eclipse lunar em Porto Real (Foto: Arquivo Pessoal/Leo Pires)

Na sexta-feira (27) aconteceu o eclipse lunar mais longo do século. Um morador de Porto Real, no Sul do Rio de Janeiro, registrou o fenômeno que teve 1h42 de fase total e quase 4 horas de parcial. A Lua ficou avermelhada por conta da sombra da Terra e sua atmosfera.

Um eclipse lunar total acontece quando Sol, Terra e Lua se alinham, quando nosso planeta faz uma sombra no satélite. Isso faz a Lua ficar escura, perder o brilho, e é um fenômeno que pode ser visto a olho nu.

Junto com ele, também foi possível observar alguns fenômenos como a "Lua de Sangue" e uma visão melhor de Marte, que está bem próximo da Terra, além da possível observação outros planetas, como Vênus, Júpiter, Saturno e Mercúrio que também estão visíveis nesta época.

O publicitário e astrofotógrafo amador, Leonardo Pires, de 36 anos, fotografou o eclipse do quintal de sua casa utilizando seu telescópio de 6 polegadas e câmera DSLR. “Um fenômeno desses é de uma beleza inesquecível, merece ser registrado. Ainda mais porque será o mais longo do século XXI”, disse.

Apaixonado por astronomia, astrofísica e fotografia, Leonardo leva o hobby muito à sério. Há 5 anos não quis ficar apenas restrito à observação e buscou registrá-las através da fotografia. Hoje já são dezenas de registros realizados, e até mesmo algumas oficinas e palestras na região. “Nada é tão realizador quanto poder registrar objetos que estão a distâncias inalcançáveis. Isso nos faz pensar o quanto somos pequenos diante do Cosmos”, confessou.

Ele contou ainda que a localização da região favorece à prática da astrofotografia e que a comunidade brasileira da área é muito competente e respeitada lá fora. “Nosso céu do Hemisfério Sul é de uma riqueza incomparável. Estamos em constante aprendizado”, explicou.

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