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Atualizado


A CRISE EM QUE VIVEMOS

Vivemos um momento de crise grande. A crise do modelo neoliberal. Estamosvivendo o desencantamento da ilusão neoliberal. Os mitos da década de noventa, osmitos neoliberais, em acreditar que, uma vez o Estado se retirando da economia, comas privatizações,  o  Estado  desregulamentando  as  leis  trabalhistas,  as  relações  detrabalho,  com  uma  inserção  na  economia  internacional,  de  maneira  totalmentesubordinada, aceitando tudo aquilo que veio dos grandes organismos internacionais,FMI, Banco Mundial, o assim chamado "consenso de Washington", nós terminaríamosa década de 90 como um país desenvolvido, rico, fazendo parte dos oito, nove, dezpaíses mais ricos do mundo. 


Acabou a década de 90. Entramos no século XXI. A gente viu que esse modelo neoliberal fracassou. Um grande sinal, que todo mundo sente, que é evidente, é o apagão. O que é o apagão? Um sinal vivo e concreto de que esse modelo é uma ilusão; não há nem energia suficiente. O Estado se retirou da construção da infra-estrutura e nós, pela primeira vez, um país como o Brasil, enfrenta o racionamento da energia elétrica. Como se vai pensar em progresso sem energia elétrica? Dentro dos parâmetros propostos pela ideologia neoliberal, não dá, não tem como.


Este é o efeito da crise: a desilusão, o fracasso total. Um fracasso que se revela também na questão do trabalho. Por exemplo, nunca houve tanto desemprego. Nunca houve um fenômeno, como agora, de desassalariamento, ou seja, nunca houve tantas pessoas que trabalham de maneira informal, sem nenhuma proteção social.


Trabalham, mas não são assalariadas. Um outro fenômeno dentro do mundo do trabalho é a precarização das relações do trabalho. Cada vez mais precárias, flexíveis, em tempos intermitentes, e mais ainda, os que mais apanharam do desemprego foram as pessoas com oito ou mais anos de escolaridade.


Acho que a luz está em algumas coisas importantes que estão acontecendo no país. Em primeiro lugar, toda a luta contra a corrupção. Já não há mais uma conivência como havia. Há uma reação da sociedade. Isto é uma coisa nova. Tem também a experiência extremamente renovadora, revolucionária, da participação popular. O orçamento participativo, neste sentido, é algo novo e importante. Ele é o melhor antídoto contra a corrupção. Pois a corrupção se expraia, ela acontece naqueles ambientes mais escuros, porque a política é luz, se faz em público, na polis-cidade, em praça pública. Na corrupção você reduz a política à sombra do privado, debaixo da mesa, escondido. Quanto mais pública for a política, mais ela coíbe a corrupção, que é o câncer da política. E o Orçamento Participativo é esta novidade importante da década de 90, no sentido de retração do tecido político, que consegue fazer com que haja uma reação cada vez maior contra a corrupção. Isso é uma luz, uma esperança.


A crise do modelo neoliberal leva a perceber que ele não é o único modelo. Pois no começo da década de 90 o pensamento era este: há um só caminho, o modelo neoliberal. O que mostra o final da década de 90 e o início desta década? Mostra que um outro mundo é possível. Ou seja, afirmar o diferente dentro de uma globalização que quer uniformizar tudo.


Esse movimento antiglobalização competitiva que começa em 94, ele se expandiu pelo mundo todo, teve o seu momento forte em 1999, no Encontro de Seattle; passa pelo Fórum Social Mundial em Porto Alegre, no começo deste ano e que teve agora o mais recente momento forte, no Encontro de Gênova, acontecido em julho deste ano, com a participação de mais de 150 mil pessoas. A maioria dos participantes são jovens.


 Esse é um fato totalmente novo. Há participação de muitos jovens ligados à Igreja. Gênova mostrou bem claro isso. Este movimento está cada vez mais forte, a ponto de fazer os grandes organismos internacionais, as nações mais ricas do mundo ter que esconder. Estão procurando países distantes, pequenos, para se reunir, para fugir das manifestações públicas.


Neste movimento existem duas vertentes distintas. Uma, simbolizada pelo Encontro de Seattle, que afirma: somos contra este mundo, não queremos este mundo, e não nos pergunte o que queremos. Nós sabemos o que não queremos. Esse mundo a gente não quer. Não é o protesto pelo protesto, mas é um claro não a este mundo. Tem que mudar. Não precisamos ter proposta, mas não queremos este mundo que está aí. E tem um outro filão, uma outra vertente deste movimento, simbolizada pelo Fórum Social Mundial, que aposta que um outro mundo é possível, onde há esperanças, saídas. É um movimento contra esta globalização competitiva, excludente, mas que tem propostas, que tem toda uma luta pelo patrimônio comum da humanidade, que é a questão da água, o respeito à biodiversidade, a luta contra os transgênicos.


Aqui há algumas coisas bem concretas, que vão aparecendo: a redução da jornada do trabalho, a instauração de uma renda mínima mundial. Acho importante destacar que há uma esperança fundamentada em fatos reais e concretos. Por outro lado, há regressões: a eleição de Bush, é sintomática, é dura, é pesada, pois é uma volta à mentalidade de que os Estados Unidos são os donos do mundo, os enviados por Deus para salvar o mundo. E isto é uma volta para trás, uma volta ao conservadorismo.


Alienação é ficar fora. Ficar alheio da realidade. Aceitar sem questionar a cultura, que é a cultura neoliberal, a cultura do consumir, consumir, consumir. A cultura do pensar que tudo se esgota aqui e agora. É não conseguir sintonizar com os movimentos que hoje movem a realidade, os movimentos que estão aí presentes na sociedade; por um outro estilo de vida, por uma outra organização da economia, onde o lucro, a rentalibilidade não seja o único critério, exclusivo de avaliação, de medição, o único e último fim. Mas que você passa a perceber a sua maneira de consumir, para controlar o seu consumo. É praticar um consumo ético. Saber controlar. É você entender a realidade e saber agir sobre esta realidade. Não ser alienado é dizer: eu, agora, neste momento, tomo uma outra posição, porque de uma outra maneira é possível viver bem, feliz, sem consumir tanto, sem afetar os parâmetros que a sociedade diz que são os normais.


Então nesse sentido eu acho que há movimentos também muito importantes hoje. Tem que rediscutir também toda a questão do trabalho, não simplesmente do trabalho/emprego, ou repensar um trabalho que realmente valorize a pessoa humana na sua autonomia, suas capacidades, suas potencialidades.


Quando eu aceito que a realidade é assim, que não tem outro jeito, que é natural, todo mundo faz e não pode ser mudada, aí sim, se explica a alienação. Porém, se o jovem entende que a realidade da corrupção, a realidade da economia neoliberal não é natural, ele certamente não vai se acomodar.


Há corrupção, há uma economia que é exploradora, que joga milhões e milhões no desemprego, que diz que o jovem tem que estudar, estudar para se profissionalizar, e depois diz que não precisa mais do seu trabalho, e aí? Ou seja, alienação é aceitar que isto é assim e que não tem jeito, que é natural que seja assim.


 Agora, o não alienado vê a realidade assim, mas entende que ela não precisa ser assim. Ela está assim porque foi arquitetada assim, mas é possível mudá-la. Não é esperar uma mudança global, mas eu posso entender a realidade local, agir e também participar de ações globais. Por exemplo, o Fórum Social Mundial foi uma ação global. O desafio está aí. Entender a realidade, agir localmente, participar dos movimentos e também agir globalmente. Precisamos compreender que a crise do desemprego, da precarização das relações de trabalho, da exclusão, não são necessárias à economia.


Todos falam que é necessário retornar o desenvolvimento, o crescimento econômico. Para que isso? Para consumir, consumir, consumir... Só que tem uma coisa: e a crise ecológica? A natureza não agüenta.


Quem trabalha, nunca trabalhou tanto no Brasil como na década de 90. Por exemplo, as horas extras da década de 90 representaram 5 milhões de empregos que deixaram de ser criados. Isto é praticamente dois terços dos desempregados hoje. A pessoa tem planos, necessidades, então ela trabalha muito mais. E este trabalhar mais tem uma conseqüência ecológica, ambiental. O trabalho implica em consumo, e consumir significa esgotar os recursos básicos naturais. Isso é a crise.


Precisamos repensar o tipo de vida que nós temos, o tipo de civilização. Este eu acho que é o desafio maior que toda esta crise revela. Acho que precisamos agir, salvar a Terra, salvar a humanidade. Não ser alienados. Crise, não necessariamente, significa uma coisa negativa.


Nós estamos num grande "Titanic": ou nos salvamos todos, ou todos afundamos. Trata-se de salvar o Brasil, no mundo. Este é um momento novo que a gente vive. Nunca tivemos tanto poder na mão, nunca a humanidade teve tanta potencialidade técnico-científica, mas ao mesmo tempo nunca fomos tão frágeis, porque nós seres humanos somos capazes de nos autodestruir. Aqui se trata de ter consciência de que o barco começa a afundar. É importante nós termos consciência de que somos cidadãos do mundo. Esta cidadania do mundo parece abstrato, mas ela começa pela cidadania local, concreta.


 


 



Fonte: Autoria Própria

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